O verdadeiro herói, o salvador da humanidade. Não o farsante do Fernando Santos e outros acólitos.
Vejam o filme...
http://en.tackfilm.se/?id=1275638742828RA85
sexta-feira, 4 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
É Oficial!
(Senseis Keith Bishop, Yondan Mim e Kevin Nason)
Tenho o maior orgulho em dar a conhecer ao Mundo que o nosso Dojo, filiado na KKP (à Kanzana Karaté Portugal), a partir do passado dia 28 de Maio, passou a contar com mais três novos cintos negros negros 1.ºs Dan - o João Saúde, o João Fróis e o Mauro Magalhães, e mais dois 3.ºs Dan - o Daniel Ramalho ("Romalho" para os amigos...) e o Luis Costa ("Paquito" para os mais intimos...).
A estes novos Sensei, desejo as maiores felicidades e votos de que vivam muito tempo, para poderem contar esta aventura aos seu netinhos.
Também este vosso humilde escriva se graduou como 4.º Dan.
Gostava de dizer que o o exame tinha sido muito duro e exigente, mas a verdade é que aquilo foi uma "palhinha".
Tive a sorte de ter como parceiro no exame o Sensei Rui Catarrinha, que, igualmente, com muito mérito, se graduou como 3.º Dan e que me deu "uns empurrões" muito fortes e me motivou para o poder espancar nos Hippon Kumité . Não é todos os dias que podemos espancar um atleta daquele nível. Também ajudou o facto dele não poder ripostar neste tipo de exercícios. Posso-vos dizer que só o facto de lhe ter podido "cascar" enquanto ele se mantinha quietinho no sítio sem se queixar, valeu os 200 euros que dei pelo exame.
Mas, como em muitas situações da vida, as surpresas vêm aos pares (...sem ofensa cabeçal...), o melhor estava reservado para o fim.
Quando eu pensava que já não não me iam pedir para fazer mais nada, eis que o Sensei João Ramalho se chega ao pé de mim e me dá conhecimento de que pelo simples facto de ter, até ali, feito um belo exame, me iam presentear com uma daquelas ofertas irrecusáveis.
Eu delicadamente recusei, alegando que não merecia um tratamento diferente do dos meus outro companheiros, mas tanto ele como o painél de examinadores insistiu e eu, embora contrariado, tive de aceitar a dádiva.
Eis que, à laia de sacrifício religioso, me ofereceram dois cordeirinhos para eu fazer o que quizesse com eles.
Os bichos, de aspecto ternurento e todos branquinhos, olhavam para mim com aqueles olhinhos de quem não sabia bem qual ia ser o seu futuro, ou até se existiria futuro...
Com os olhos mareados de lágrimas fitei-os e quando me aproximei deles para os acalmar e lhes assegurar que nada tinham a temer foi quando percebi que os danados de cordeirinhos não tinham nada.
Acho que foi a última vez que fiz exame sem óculos. Como sou mais cego que um morcego em pleno dia na Avenida da Liderdade, confundi dois ferozes karatecas com cordeirinhos inocentes.
Assim que me apercebi que estava na presença dos Sensei Daniel Ramalho e Luis Costa (que em segredo tinham sido instruídos para me "fazerem a folha"), a coisa azedou.
O Olhar ternurento dos gajos não passava de um esgar de ódio puro e vontade indisfarçável de me espancarem.
Não me podia ficar, até porque a minha religião não deixa, e avancei para cima dos dois. Ainda partilho do princípio de que a melhor defesa é o ataque. Passados segundos era vê-los a suplicarem para que parasse de lhes bater e a pedirem para que abrissem as portas do Dojo para que pudessem fugir.
Mas já nos tempos gloriosos do Circo de Roma era assim e aqui a tradição manteve-se. Eu no papel de leão e os gajos como cristãos ("cristons" para o pessoal que não é de Lisboa). Aquilo era ver dentes para um lado e braços para o outro, enquanto os ia amassando e arrastando pelo Dojo como despojos de guerra. Eles bem diziam que se saíssem dali vivos iam a Fátima, não de joelhos, mas deitados de costas, porém aquilo era música para os meus ouvidos Quanto mais gemiam, mais comiam ....
Não me tivessem interrompido e a esta hora ainda lhe estava a malhar.
Um dos Sensei examinadores confidenciou-me que nunca tinha visto tanta barbaridade desde que no Natal tinha dado um brinquedo caríssimo ao filho e ele numa questão de segundo tinha-o reduzido a um monte de cacos.
Um deles, não vou dizer qual porque não sou queixinhas, ameaçou-me com com uma providência cautelar e um pedido de indemnização por lhe ter arrancado a manga do kimono.
Que culpa é que eu tenho de lhe terem vendido um kimono que, asseguravam, ia durar toda a vida? Aquilo devia ter uma letrinhas pequeninas a avisá-lo que eu era a excepção... Também quem é que se acredita que um Shureido (os melhores kimonos a nível mundial) made in México é original?
Mas pronto. O exame acabou e até correu muito bem na opinião de todos que tiveram o privilégio de poder assistir.
As preocupações do pessoal em relação ao meu próximo exame também são de somenos importância, porque só devo ser proposto daqui a uns 20 anos e isso significa que, se tudo correr bem, nessa altura já devo precisar de uma arrastadeira e um balão de soro ao meu lado...
quarta-feira, 21 de abril de 2010
A Via de Pey
Achei um piadão aos comentários sobre o post do "Estilo de Pey", do Sensei José Ramalho.
Abraços e, se possível, sai do armário, eu não faço mal a ninguém...
O Sensei Inocentes falou na "VIA de pey", em japonês "DO". Vai daí, houve um idiota (no bom sentido) que se lembrou de associar as duas palavras e deu "Pey-Do", que em português significa "brisa que escorrega pela fralda da camisa".
Só não percebo porque é que o comentário é feito como "anónimo". É muito mais engraçado quando, mesmo de forma indirecta, sabemos quem dá as "bocas".
Este blog é baseado no humor e desde que o pessoal não seja demasiado ofensivo ninguém leva a mal.
Já agora a história de Pey-Shoto bem que poderia ser a de PayShop. Pelo menos rendia mais...
... os primeiros a sairem do guarda-fatos ...
terça-feira, 20 de abril de 2010
O Estilo de Pey
Confesso que fiquei comovido quando li no blog do Sensei José Ramalho (http://gojuhoshindo.blogspot.com/), meu venerável Mestre, uma curta história sobre a origem do estilo de Pey, que eu pensava já esquecida.
Eu era novo e garboso, ao contrário de agora que, gasto de levar tanta pancada, mais pareço um pobre cavalo de competição em fim de carreira (se bem que estes últimos quando se aposentam tenham como fim último a reprodução da espécie...).
A bem da verdade, e porque a modéstia não me deixava falar do assunto, ainda recordo o episódio como se tivesse ocorrido hoje.
O mestre de que reza a lenda não era nem mais nem menos que o lendário Mestre Mário Iguana, temido por todos os outros mestres da ilha de Oh!kinada porque tinha uns socos de tal forma poderosos que até as pedras choravam quando ele lhes batia. Ele era tão bárbaro que chegava a enfiar paus em pedras e depois pavoneava-se com elas nos treinos dizendo que se tratava de instrumentos tradicionais e que serviam para fortalecer o corpo e a mente (especialmente se as deixássemos cair na tola...).
Hoje, certamente não teria tido a ousadia nem a audácia de desafiar tão temeroso guerreiro, nem sei se ele seria tão parvo ao ponto de tapar os olhos, mas como diz o velho ditado:
"Tapas os olhos ... doem-te os folhos!"
segunda-feira, 8 de março de 2010
Jorge Rambo
Como sabem, não me foi possivel participar do "Estágio Mais Rápido do Planeta".
Pelo que consta chegou a bater o antigo recorde do famoso Rali Jerónimos - Pastéis de Belém.
Perdi uma oportunidade para vos mostrar os meus dotes. Quase de certeza que, quando os meliantes vissem os meus bícepedes ficariam assustados e fugiam, dando oportunidade aos outros Mestres de dar um ar da sua graça.
Isso de ir para o Fogueteiro de pijama branco, já deu o que tinha a dar.
A moda agora é tirinha no cabelo e camisola de alças. Têm de se manter actualizados. Porém dispenso os brinquinhos, que é uma coisa para piratas ou para gays. Já agora, a putalhada começou toda a usar brinquinhos de argola na orelha. Será que eles são todos piratas? Não me parece...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Portalegre 2010 - II
- as novas camisas-de-forças do Hospital Júlio de Matos -
Ontem o cansaço era muito e esqueci-me de referenciar o meu Panda de estimação.
Este ano resolvi levar um dos meus bichinhos a passear. Como o Ice, a Tati, a Sasha e a Luna, tinham compromissos, resolvi levar o meu "Panda do Kung-Tanga" ao estágio.
O bicho é meio manhoso e ao fim de alguns minutos já estava agarrado ao joelho a gritar "dói! dói!".
Ora, se quem o criou tivesse sido mais cuidadoso, ele tinha nascido com 4 joelhos (como a figura mítica do Sensei Chomon ...), assim, mesmo que lhe doesse um, ainda tinha três para continuar o treino.
Estranho é que, quando aparecia o frango assado ( e estamos a falar de 18 frangos!!!), a dorzinha parecia esvair-se e a bocarra começava a funcionar.
Ainda lhe disse que se devia limitar a umas folhinhas de bambú, mas ele afastou a hipótese e disse que se quisesse verduras andava de elevador com o Daniel, e que, embora fosse Panda, era tão carnívoro como os restantes animais com quem se dava.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Portalegre 2010
Acabou mais um Kangeiko. A região escolhida foi Portalegre. Como se trata de um estágio de Inverno escolhem sempre o local do País onde o frio mais aperta. Mesmo assim, e contra todas as expectativas não nevou.
Ainda estou à espera de um kangeiko nas Canárias (as Ilhas, não as passarinhas...).
Os treinos foram todos muito e bons e variados e tivemos mesmo a presença do Sensei Chomon, que fez o que pode para alegrar o pessoal.
Apareceu-nos, de surpresa, um personagem que dizia ser filho do Pinto da Costa e do Vítor Baía, e, não obstante os nossos esforços, persistia em tentar beijar-nos na cara...
Também tivemos o nosso momento Gay (há quem os tenha Zen), em que passámos uma hora agarrados ao pau. Pela primeira vez neste tipo de actividade houve pau para todos, embora alguns fossem pequeninos...
Uma planta da Pousada da Juventude teve a sorte de ficar presa no elevador com o Daniel, quando a soltámos tremia por tudo o que era caule só de pensar que se tivesse sido o Albino ou a Maria João a lá ficarem, a esta hora já só restava o vaso. Os gajos não resistem ao verde...
Tivemos ainda tempo para uma tarde na piscina Municipal.
Aquilo era ver o Pavarotti a saltar para dentro de água, e eu e David a sermos projectados borda fora. O David gostou tanto do pessoal daquele equipamento desportivo que, à falta de moedas, lhes ofereceu uns óculos de sol RayBan.
Também ficámos a saber que há filhos que amam as mães. Vá-se lá perceber porquê. Será porque se não fossem elas a ter os filhos o mundo estava deserto? Ou será porque só a elas conseguem "engrupir"? Elas parecem ter um filtro no que toca aos filhos. Se eles erram, é porque ainda estão a aprender. Se nós erramos, pensam logo que a pena de morte não devia ter sido abolida em Portugal.
Deixo este pensamento, como legado, para o priapista desenvolver ...
No final do Estágio, pode-se ver que tanto eu como a Rita parecemos estar com pulgas, mas, na realidade, foram apenas alguns piolhos-mitopitongos que fugiram da cabeça do gajo com o cabelo à Dark Vader, que se encontrava atrás de nós.
O Sensei Paquito ainda estava a pensar em como é que o tinham convencido a deixar o Marvão para ir treinar.
A viagem de regresso correu muito bem, embora o nosso guia nos tivesse levado a dar uma voltinha extra de algumas centenas de metros, nada que se assemelhe ao nosso velho Mestre que, quando falha um desvio o faz em grande e nos faz percorrer mais 50 quilómetros do que o planeado.
Para o ano, se tudo correr bem, há mais...
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