quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ficámos todos mais pobres

Hoje sinto-me abatido.
Foi com grande tristeza que vi a notícia do falecimento dum colega Judoca, Tiago Alves, com apenas 18 anos de idade.
O canco venceu-o em apenas um mês ...
Quando entramos no Dojo a maior parte das vezes sentimo-nos invencíveis. Mesmo quando o treino não nos corre bem, pensamos melhores dias virão... não nos recordamos de que somos meros mortais.
É nestas alturas que me interrogo se vale a pena aborrecermo-nos uns com os outros em vez de tentarmos tirar o maior proveito da vida.
O Judo, em particular, ficou mais pobre, mas, no fundo, ficámos todos. Pois, independentemente do estilo, dojo ou associação, somos todos "irmãos".

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A Magia da Assistência


No último sábado (19Jul) teve lugar o Sarau do Real nas instalações do Clube Atlético de Queluz.

Como não podia deixar de ser, respondemos ao convite para integrar as equipes de demonstração e levámos praticantes das três classes de Karate.

Esta demonstração correu muito bem. Para além de um programa técnico bem estruturado, o Sensei Ramalho teve a brilhante ideia de a fazer ao som de tambores japoneses que, em minha opinião, deu um realce especial às técnicas.

Foi interessante verificar que o nosso pessoal não só não se intimida com plateias enormes, como, em contrapartida, ainda se empenha mais na execução técnica.

Dei por mim a pensar se a proibição de assistência aos nossos treinos normais se deverá manter, já que a motivação perante a observação externa é moralizadora.

Foi pena não haver lanche, o "gibóia" ficou muito triste e disse que se isto continuar assim, vai passas a levar uns pompons cor-de-rosa que tem lá em casa...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O verdadeiro herói

O verdadeiro herói, o salvador da humanidade. Não o farsante do Fernando Santos e outros acólitos.
Vejam o filme...


http://en.tackfilm.se/?id=1275638742828RA85

domingo, 30 de maio de 2010

É Oficial!

(Senseis Keith Bishop, Yondan Mim e Kevin Nason)

Tenho o maior orgulho em dar a conhecer ao Mundo que o nosso Dojo, filiado na KKP (à Kanzana Karaté Portugal), a partir do passado dia 28 de Maio, passou a contar com mais três novos cintos negros negros 1.ºs Dan - o João Saúde, o João Fróis e o Mauro Magalhães, e mais dois 3.ºs Dan - o Daniel Ramalho ("Romalho" para os amigos...) e o Luis Costa ("Paquito" para os mais intimos...).

A estes novos Sensei, desejo as maiores felicidades e votos de que vivam muito tempo, para poderem contar esta aventura aos seu netinhos.
 
Também este vosso humilde escriva se graduou como 4.º Dan.

Gostava de dizer que o o exame tinha sido muito duro e exigente, mas a verdade é que aquilo foi uma "palhinha".

Tive a sorte de ter como parceiro no exame o Sensei Rui Catarrinha, que, igualmente, com muito mérito, se graduou como 3.º Dan e que me deu "uns empurrões" muito fortes e me motivou para o poder espancar nos Hippon Kumité . Não é todos os dias que podemos espancar um atleta daquele nível. Também ajudou o facto dele não poder ripostar neste tipo de exercícios. Posso-vos dizer que só o facto de lhe ter podido "cascar" enquanto ele se mantinha quietinho no sítio sem se queixar, valeu os 200 euros que dei pelo exame.


Mas, como em muitas situações da vida, as surpresas vêm aos pares (...sem ofensa cabeçal...), o melhor estava reservado para o fim.

Quando eu pensava que já não não me iam pedir para fazer mais nada, eis que o Sensei João Ramalho se chega ao pé de mim e me dá conhecimento de que pelo simples facto de ter, até ali, feito um belo exame, me iam presentear com uma daquelas ofertas irrecusáveis.

Eu delicadamente recusei, alegando que não merecia um tratamento diferente do dos meus outro companheiros, mas tanto ele como o painél de examinadores insistiu e eu, embora contrariado, tive de aceitar a dádiva.

Eis que, à laia de sacrifício religioso, me ofereceram dois cordeirinhos para eu fazer o que quizesse com eles.

Os bichos, de aspecto ternurento e todos branquinhos, olhavam para mim com aqueles olhinhos de quem não sabia bem qual ia ser o seu futuro, ou até se existiria futuro...

Com os olhos mareados de lágrimas fitei-os e quando me aproximei deles para os acalmar e lhes assegurar que nada tinham a temer foi quando percebi que os danados de cordeirinhos não tinham nada.

Acho que foi a última vez que fiz exame sem óculos. Como sou mais cego que um morcego em pleno dia na Avenida da Liderdade, confundi dois ferozes karatecas com cordeirinhos inocentes.

Assim que me apercebi que estava na presença dos Sensei Daniel Ramalho e Luis Costa (que em segredo tinham sido instruídos para me "fazerem a folha"), a coisa azedou.

O Olhar ternurento dos gajos não passava de um esgar de ódio puro e vontade indisfarçável de me espancarem.

Não me podia ficar, até porque a minha religião não deixa, e avancei para cima dos dois.  Ainda partilho do princípio de que a melhor defesa é o ataque. Passados segundos era vê-los a suplicarem para que parasse de lhes bater e a pedirem para que abrissem as portas do Dojo para que pudessem fugir.

Mas já nos tempos gloriosos do Circo de Roma era assim e aqui a tradição manteve-se. Eu no papel de leão e os gajos como cristãos ("cristons" para o pessoal que não é de Lisboa). Aquilo era ver dentes para um lado e braços para o outro, enquanto os ia amassando e arrastando pelo Dojo como despojos de guerra. Eles bem diziam que se saíssem dali vivos iam a Fátima, não de joelhos, mas deitados de costas, porém aquilo era música para os meus ouvidos Quanto mais gemiam, mais comiam ....

Não me tivessem interrompido e a esta hora ainda lhe estava a malhar.

Um dos Sensei examinadores confidenciou-me que nunca tinha visto tanta barbaridade desde que no Natal tinha dado um brinquedo caríssimo ao filho e ele numa questão de segundo tinha-o reduzido a um monte de cacos.

Um deles, não vou dizer qual porque não sou queixinhas, ameaçou-me com com uma providência cautelar e um pedido de indemnização por lhe ter arrancado a manga do kimono.

Que culpa é que eu tenho de lhe terem vendido um kimono que, asseguravam, ia durar toda a vida? Aquilo devia ter uma letrinhas pequeninas a avisá-lo que eu era a excepção... Também quem é que se acredita que um Shureido (os melhores kimonos a nível mundial) made in México é original?

Mas pronto. O exame acabou e até correu muito bem na opinião de todos que tiveram o privilégio de poder assistir.

As preocupações do pessoal em relação ao meu próximo exame também são de somenos importância, porque só devo ser proposto daqui a uns 20 anos e isso significa que, se tudo correr bem, nessa altura já devo precisar de uma arrastadeira e um balão de soro ao meu lado...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A Via de Pey

Achei um piadão aos comentários sobre o post do "Estilo de Pey", do Sensei José Ramalho.

O Sensei Inocentes falou na "VIA de pey", em japonês "DO". Vai daí, houve um idiota (no bom sentido) que se lembrou de associar as duas palavras e deu "Pey-Do", que em português significa "brisa que escorrega pela fralda da camisa".

Só não percebo porque é que o comentário é feito como "anónimo". É muito mais engraçado quando, mesmo de forma indirecta, sabemos quem dá as "bocas".

Este blog é baseado no humor e desde que o pessoal não seja demasiado ofensivo ninguém leva a mal.

Já agora a história de Pey-Shoto bem que poderia ser a de PayShop. Pelo menos rendia mais...

Abraços e, se possível, sai do armário, eu não faço mal a ninguém...

... os primeiros a sairem do guarda-fatos ...

terça-feira, 20 de abril de 2010

O Estilo de Pey


Confesso que fiquei comovido quando li no blog do Sensei José Ramalho (http://gojuhoshindo.blogspot.com/), meu venerável Mestre, uma curta história sobre a origem do estilo de Pey, que eu pensava já esquecida.

É com bastante emoção que recordo aqueles tempos.

Eu era novo e garboso, ao contrário de agora que, gasto de levar tanta pancada, mais pareço um pobre cavalo de competição em fim de carreira (se bem que estes últimos quando se aposentam tenham como fim último a reprodução da espécie...).

A bem da verdade, e porque a modéstia não me deixava falar do assunto, ainda recordo o episódio como se tivesse ocorrido hoje.

O mestre de que reza a lenda não era nem mais nem menos que o lendário Mestre Mário Iguana, temido por todos os outros mestres da ilha de Oh!kinada porque tinha uns socos de tal forma poderosos que até as pedras choravam quando ele lhes batia. Ele era tão bárbaro que chegava a enfiar paus em pedras e depois pavoneava-se com elas nos treinos dizendo que se tratava de instrumentos tradicionais e que serviam para fortalecer o corpo e a mente (especialmente se as deixássemos cair na tola...).

Hoje, certamente não teria tido a ousadia nem a audácia de desafiar tão temeroso guerreiro, nem sei se ele seria tão parvo ao ponto de tapar os olhos, mas como diz o velho ditado:

     "Tapas os olhos ... doem-te os folhos!"

Irreverências duma juventude há muito esquecida...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Jorge Rambo


Como sabem, não me foi possivel participar do "Estágio Mais Rápido do Planeta".

Pelo que consta chegou a bater o antigo recorde do famoso Rali Jerónimos - Pastéis de Belém.

Perdi uma oportunidade para vos mostrar os meus dotes. Quase de certeza que, quando os meliantes vissem os meus bícepedes ficariam assustados e fugiam, dando oportunidade aos outros Mestres de dar um ar da sua graça.

Isso de ir para o Fogueteiro de pijama branco, já deu o que tinha a dar.

A moda agora é tirinha no cabelo e camisola de alças. Têm de se manter actualizados. Porém dispenso os brinquinhos, que é uma coisa para piratas ou para gays. Já agora, a putalhada começou toda a usar brinquinhos de argola na orelha. Será que eles são todos piratas? Não me parece... 

Têm é de me avisar com 15 dias de antecedência porque não é fácil mobilizar a esquadrilha de helicópteros que, por norma, me acompanha.